Havia programado uma viagem à Colômbia, mas, como faria uma escala no Equador, resolvi pesquisar o país no Google Imagens, foi quando vi uma foto incrível e que aparecia várias vezes, percebi que tinha que conhecer aquele lugar, a Laguna Quilotoa.

Pesquisando, descobri que é uma lagoa que foi formada na cratera do Vulcão Quilotoa, um vulcão desativado, e reflete uma tonalidade azul esmeralda. Fica localizado entre as cidades de Quito e Baños, a uma altitude de 3.800m.

No próprio hostel, reservei o passeio que tinha um dia inteiro de duração. Nos encontramos na Plaza Foch, por volta das 6h30, onde saem as vans para Quilotoa e para o Vulcão Cotopaxi.

Fomos em direção ao Quilotoa, passando por Saquisilí, onde fizemos uma visita a um mercado local. Em seguida, visitamos uma casa aborígene, onde os moradores criam Cui (iguaria na culinária andina) para comercialização e vivem da ajuda de turistas que deixam alimentos ou alguns trocados.

Cui na casa aborigene

Antes da Laguna, paramos num ponto onde é possível avistar os cânions do Rio Toachi e tirar algumas fotos.

Canions do Rio Toachi

Após 20 minutos, chegamos ao Quilotoa e seguimos para o primeiro mirante. Fiquei sem ar e sem palavras, é simplesmente incrível e inacreditável a vista daquele lugar.

Iniciando a decida

Iniciamos a decida e era uma espécie de zigue-zague, uma mistura de estrada pavimentada que vira estrada com pedras, depois pedras soltas com areia e, enfim, só terra. Nos trechos com pedras soltas e areia, é bem escorregadio.

Na descida, gastei aproximadamente 1h e, para voltar, em torno de 2h. Há opção de alugar uma mula, tanto para subir quanto para descer, mas, para mim, o legal é o desafio, a conquista e saber que superei, além de não achar justo com o animalzinho.

Pausa na descida (momento põe casaco, tira casaco)

Levei uma mochila com celular, câmera, água e chocolate. Estes dois últimos são essenciais no trajeto, principalmente na subida, em que se faziam paradas estratégicas para um gole de água e um pedaço de chocolate, para ter energia para voltar.

Uma dica é que vá com camiseta por baixo e blusas por cima. Embora o local seja frio, pelo esforço físico esquentava a todo momento, e fiz a técnica: põe casaco, tira casaco! Hahaha

Ao chegar embaixo, a vista é incrível e a sensação de paz é única.

Há possibilidade de alugar caiaques ou simplesmente andar ao redor da Lagoa contemplando o momento, e foi o que fiz, caminhei sozinha por um tempo, sentei e admirei.

Contemplando a imensidão
A água é bem transparente e os tons mudam de acordo com o tempo

Como o caminho é longo até a volta, o tempo lá embaixo é curto, então aproveite ao máximo.

Embora seja uma caminhada pesada, valeu cada passo dado para estar ali.

Após a exaustiva subida, já por volta das 15h30, o nosso grupo se reencontrou para o almoço, que estava incluso.

Após o almoço, voltamos direto para Quito.

Dicas

Fechei o passeio com o hostel El Hostelito, onde estava hospedada, mas eles trabalham com a agência Gulliver.

Valor: US$ 56,00 (incluso o transporte, o guia e o almoço) + US$ 2,00 para a entrada na Lagoa.

Mula (descida/subida): US$ 10,00, o valor é o mesmo no início do trajeto ou se estiver faltando apenas 200 m para chegar.

Aluguel de Caiaques: a partir de US$ 3,50.

Itens indispensáveis: água, chocolate ou outro alimento energético, lanches, óculos de sol, protetor solar, casaco impermeável e roupa confortável para caminhada.

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