A história da Colômbia e do narcotráfico andam lado a lado, sendo que Medellín possui um turismo forte, voltado à história de Pablo Escobar, mas a cidade é muito mais que isso. Hoje é conhecida pela transformação que sofreu, passando de uma das cidades mais perigosas do mundo, à cidade modelo após investimentos na segurança pública e urbanismo social.

A cidade de Medellín – Colômbia, cresceu desordenadamente e assim foram criadas as 16 comunas (favelas), sendo a comuna 13 considerada a área mais violenta de uma das cidades mais perigosas do mundo, por ser palco da disputa entre as guerrilhas e os paramilitares.

Ali foi instalado um clima de terror que assombrou o local por muito tempo.

Atualmente, é um dos pontos turísticos mais famosos da cidade, e após a revitalização conta até com lances de escada rolante que auxiliam na locomoção de moradores e turistas.

Não significa que seja um lugar de violência zero, mas o local sofreu uma mudança enorme, e hoje o espaço conquistou sua dignidade. É possível andar de forma tranquila entre as ruas, apreciar os grafites, o break, o artesanato e ainda se refrescar com a limonada de café ou os sorvetes caseiros.

Pesquisei na internet um free walking tour e pelo site agendei o passeio para a manhã seguinte. O tour pode ser feito em inglês ou em espanhol,basta fazer a escolha no momento do agendamento. Também há opção de fazer o tour com empresas de turismo.

Para chegar, foi necessário uma caminhada, pegar um metrô e fazer uma baldeação, mas os guias já nos esperavam na porta da estação, no horário combinado, com um guarda chuvas azul.

Do metrô seguimos a pé pelas ruas em direção à comuna 13, e durante o caminho o guia foi nos contando um pouco sobre a comunidade, pelo terror vivido no local e de como alguns anos depois era um local completamente diferente.

Ainda antes de entrar na comuna, é possível avistar uma sequencia de casas pintadas de verde, formando assim um coração que é visto de longe.

Iniciamos a subida da comuna, e desde a entrada já há uma serie de grafites, obras de arte que dão vida e cor às ruas, e muitos deles com uma história ou significado por trás.

Uma parte da subida é composta por 7 lances de escada rolante, o que facilitou muito a vida dos moradores mais idosos que devido ao esforço físico necessário já não saiam de casa e além de incentivar o turismo no local, promovendo uma maior acessibilidade.

As escadas rolante que facilitam o acesso (estruturas em laranja)

No caminho, nosso guia contou histórias de moradores, dos projetos sociais que tiveram no local, porém inicialmente não foram valorizados, como aulas de inglês e francês ofertadas gratuitamente no centro comunitário para crianças e jovens, além de cursos para formação de guias locais. Mas o principal, durante todo o tour era a transformação que aconteceu no local, mostrar como uma política pública eficiente e com continuidade, pode fazer a diferença.

Na parte alta, próximo ao centro comunitário, há uma feirinha onde os moradores vendem alguns doces, bebidas, artesanato, e jovens se encontram pro break.

No caminho fizemos uma parada numa espécie de venda e comprei uma limonada de café. É uma bebida gelada e refrescante a base de café e limonada, achei uma mistura interessante e vale experimentar.

Nosso guia nos mostrou sua casa, e ainda ofereceu sua casa para quem quisesse utilizar o banheiro. Ficamos alguns minutos na porta da sua casa, e conversamos ainda com sua mãe e mais uns familiares que estavam por ali.

Na descida, passamos no Crema da Doña Alba, uma sorveteria caseira e famosa no pedaço. A especialidade são os sorvetes de manga e maracujá (estava uma delícia). São picolés artesanais e bem tradicionais.

Após sair da comuna, nosso guia desceu conosco até o metrô e indicou restaurantes na proximidade, que eram bem simples mas com comida boa e barata.

Após o almoço, ainda segui para o Parque Arvi, mas essa é uma história para outro post.

Dicas

Free Walking Tour: para quem não conhece, esse é um tipo de passeio bem legal, uma forma de conhecer as cidades, através de um turismo a pé, sempre com guias locais e com ótimo conhecimento do local/história. Embora o nome seja free, ao final do passeio, cada um contribui com um valor que seja justo, afinal o guia dedicou algumas horas do seu dia estando ali. Não há valor mínimo, ou fixo, vai de cada um. Normalmente nos hostels sempre há o contato de um free walking tour, mas as vezes procuro no google também. Em Medellín fiz o agendamento pelo site: Free Tour

Transporte: em Medellín, o transporte público é todo integrado, dessa forma é mais econômico e prático a compra do cartão, espécie de Bilhete Único de São Paulo. Você compra o cartão com um valor mínimo de crédito e pode usar nos ônibus, metrô, metrocable e até biciletas.

Seguro Viagem: Antes de fazer uma viagem é importante tomar alguns cuidados. Para não ter dores de cabeça no futuro. Por isso, o mais indicado é contratar um seguro viagem que te deixa tranquilo quanto alguns problemas. Tenha em mente o roteiro que você pretende realizar e as atividades que pretende fazer em seu destino., afinal cada viagem requer um tipo de seguro. Consulte aqui o seu seguro viagens com 5% de desconto.

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1 comentário em “Comuna 13 – Um exemplo de transformação”

  1. Uau! Sempre tive vontade de conhecer a Colômbia, sempre adiei por conta das notícias do narcotráfico. Vc porém me deu uma outra visão do país. Amei os grafites da Comuna 13. Fiquei bem animada para a minha próxima viagem. Obrigada

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