Dia 1

Do aeroporto de Calama até chegar em San Pedro de Atacama, foi possível conhecer a Ruta del Desierto, trajeto feito de micro-ônibus, com várias paradas no caminho. Deixamos as mochilas no hostel e saímos em busca de uma agência para fechar os passeios.

Ruta del Desierto
Contemplando a primeira vista do Deserto do Atacama

São muitas agências na cidade e todas bem próximas, então vale a pena pesquisar para encaixar os passeios que queira fazer, buscar o melhor preço e ver com qual se sente mais à vontade. Fechamos nossos passeios na quinta agência em que entramos, sendo que o primeiro passeio já era para aquela tarde, e mais dois passeios por dia que ficaríamos ali.

Nesse dia, fomos ao Valle de la Luna, que fica na cordilheira de sal em meio ao deserto do Atacama. Embora seja um passeio clássico, compensa muito fazer pela sua beleza e encaixa perfeitamente no primeiro dia, por se tratar de um passeio mais leve e por você ainda estar se adaptando à altitude.

Começamos pela Cueva de Sal, que são algumas cavernas de sal, se tiver coragem de passar o dedo na parede e lamber, como o guia recomenda, dá para sentir o gostinho! Rs

Embora o passeio dentro da caverna seja curto, algumas partes são bem escuras, mas a lanterna do celular já resolve. Cuidado com muitos objetos soltos, pois em alguns trechos será necessário apoiar as mãos para subir ou se agachar, então é interessante que vá com uma pequena mochila.

Valle de la Luna – Cueva de Sal
Valle de la Luna – Cuevas de Sal

Dali, seguimos para Las Tres Marias, uma formação rochosa que lembra as três Marias, segundo o guia; entretanto, uma delas quebrou, pois um turista subiu para tirar foto. Após o incidente, a área passou a ser delimitada, sendo proibido cruzar o espaço.

Las tres Marias (devido aos incidentes, não é permitido passar destas pedras)

Para fechar o dia, fomos para o Valle de la Muerte, onde é possível ver um dos mais incríveis pôr do sol!

Não dê bobeira! Como é o ponto final dos passeios, acaba ficando bem cheio e muito disputado para achar um bom lugar. O local rende ótimas fotos, sem falar no visual.

Valle de la Muerte

Dia 2

No segundo dia, a van passou no hostel antes das 5h e fomos rumo ao Geyser del Tatio. Nesse dia, coloquei um biquíni por baixo e muita blusa por cima. Pegamos nas primeiras horas do dia -6°C e mais de 4.000 metros de altitude.

Não havia levado luva e, se não fosse pelo guia que me emprestou um par, minha mão teria literalmente congelado.

Geyser del Tatio
Amanhecendo nos geysers

A vista é incrível e vai compensar o frio de ter acordado cedo. É aconselhável estar em jejum para não passar mal pela altitude e pelo forte cheiro de enxofre.

Ao final do passeio, é servido um café da manhã e de lá seguimos para as Termas del Tatio, uma piscina natural de água quente. A vontade é de não sair mais dali, de tão agradável; entretanto, prepare-se para sair, pois do lado de fora é bem gelado, mas se já foi até lá, entre!

Termas del Tatio
Preparando psicologicamente para entrar na água

No caminho para o Povoado Machuca, há lindas paisagens, como o Rio Putana, que contrasta com o solo árido da região.

Já no Povoado, são incríveis aqueles casebres todos de barro, com telhado de sapê, com ruas de chão batido, e impressiona a altura das casas, que são bem baixinhas. O local é bem turístico e ali pode-se aproveitar para provar guloseimas típicas. Uma boa pedida é o churrasquinho de lhama. Não me julguem, mas adorei! Carne bem suculenta e saborosa (comprei como churrasquinho de lhama, mas, na região, cria-se muitas vicuñas, que é a prima magrela da lhama).

Churrasquinho de Llama
Povoado Machuca
Eu disse que as casas eram baixinhas! rs

Ainda no mesmo dia, mas na parte da tarde fomos à Laguna Cejar, onde a concentração de sal é maior que o mar morto, sendo assim, não precisa saber nadar, lá você simplesmente flutua! Só é bom tomar cuidado na saída, pois, com tanto sal no corpo, até chegar à ducha, pode se machucar. Eu que sou morena, saí branca, de tanto sal. Ah! A ducha era gelada!

Laguna Cejar

Seguimos para os Ojos del Salar, que são dois “lagos” em formato de círculos simétricos em meio ao deserto, com aproximadamente 40m de profundidade. Alguns arriscam um mergulho, mas, no dia, eu não sabia dessa possibilidade, rs.

Ojos del Salar – Esse é um dos lagos; há mais um de mesmo tamanho e simétrico

Para fechar o dia, a van nos deixou na Laguna Tebinquinche, que é mais uma paisagem incrível do deserto, onde pudemos apreciar um inesquecível pôr do sol, tons incríveis, do azul ao lilás, passando pelo tom alaranjado de fim de tarde, e reflete na lagoa como espelhos d’água, regado a pisco sour (uma espécie de caipirinha, feita com pisco – destilado da região andina – limão, açúcar e clara de ovo).

Laguna Tebinquinche
Por do Sol na Laguna Tebinquinche, apreciando o Pisco Sour

Dia 3

Por volta das 6h30 da manhã, a van nos buscou no hostel para irmos rumo as Lagunas Altiplanicas. No caminho, passamos por um vilarejo bem rústico. . Fizemos uma rápida parada, para conhecer a igreja no centro da cidade, bem simples, e, à sua frente, a torre com sino e portas feitas de cactos; tomamos nosso café da manhã por ali e continuamos em direção às lagunas.

Igrejinha do Vilarejo
Torre do sino

Chegando lá, a van nos deixou na entrada e seguimos a pé até a Laguna Miscanty. São paisagens que faltam palavras para descrever, parece um quadro pintado à mão, um caminho perfeito até a laguna, que parece um espelho que reflete de forma límpida a paisagem ao seu redor; ao fundo, é possível ver montanhas e vulcões.

Caminhamos por um tempo, tiramos algumas fotos e fomos de van para a Laguna Miñiques, que também é incrivelmente linda.

Lagunas Altiplanicas
Eu, Patrícia e Rayssa nas Lagunas Altiplânicas
Lagunas Altiplanicas

Para fechar o último dia de turismo no Atacama, das Altiplânicas fomos em direção ao Salar do Atacama, que é um deserto de sal, porém são várias rochas de sal, que dão um aspecto diferente do Salar de Uyuni, que o chão aparenta ser mais “liso” e uniforme.

Essa região é habitada por 3 espécies de flamingos e é um dos pontos obrigatórios no Atacama.

Flamingos no Salar do Atacama
Salar do Atacama

Para a noite, havíamos agendado o Tour Astronômico, que é um dos passeios mais procurados e mais conhecidos, sendo o Atacama considerado um dos melhores lugares do mundo para se observar o céu.

Infelizmente, o tempo fechou… Passamos na agência para confirmar e o passeio havia sido cancelado.

A sugestão é que agende o tour astronômico para as primeiras noites no Atacama, pois, caso haja uma situação parecida, ainda há tempo para remarcar o passeio.

Com o passeio cancelado, aproveitamos para curtir a última noite no Barros Restaurante, que é uma espécie de barzinho bem agitado.

De volta ao hostel, ajeitamos as malas e seguimos rumo ao Salar de Uyuni.

Como Chegar: De Santiago, peguei um voo até Calama, cerca de 1 hora, e dali um transfer de aproximadamente mais 1 hora até San Pedro. O transfer já deixa na porta do hostel e compensa já fechar ida e volta, sendo que pode reagendar a volta com alguma antecedência.

No caminho, fizemos algumas paradas para fotografar e admirar a beleza do deserto.

Hospedagem: Reservamos antecipadamente uma noite, pois, no planejamento, iríamos no segundo dia para o Salar de Uyuni. Como houve mudança nos planos e não havia disponibilidade no hostel, fomos de um em um na mesma rua, até que achamos um lugar disponível e com preço similar, onde ficamos os demais dias.

Dicas

Quando fui, o câmbio no Atacama estava mais caro, pela demanda ser maior; a sugestão é que já troque a moeda em Santiago ou há opção de fazer saque no caixa eletrônico, que, para mim, compensou mais. Havia um ATM na farmácia e outro na praça.

Todos os passeios, fechei diretamente no Atacama. Algumas pessoas fecham aqui com medo de não conseguir, mas, como nesses passeios não há limitação de público, foi bem tranquilo e até um pouco mais barato, fechando na hora.

Passeios como Laguna Cejar, Ojos del Salar e alguns outros, além do valor do passeio, é cobrado um valor de entrada que é pago no momento. As agências avisam com antecedência, mas é bom lembrar de levar um dinheiro a mais nos passeios.

Normalmente dá para fazer dois passeios ao dia, sendo um com saída pela manhã e o outro por volta das 14h, sendo que dá para almoçar em San Pedro de Atacama, e conhecer algum restaurante/barzinho.

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