Para você que procura o que fazer em Brasília e região, uma opção bem próxima à Brasília é a Chapada Imperial, localizada em Brazlândia, no Parque Nacional de Brasília, é uma reserva particular que fica aproximadamente há 1h de carro do plano piloto.

Entrei em contato com o pessoal da Chapada Imperial e fiz a reserva via WhatsApp. Reservando com antecedência há um desconto no valor de entrada, sendo que neste valor está incluso o guia, o trecho realizado no Pau de Arara e também o almoço.

É possível chegar ao local sem reserva, porém além do valor ser um pouco maior, corre o risco da capacidade do Parque já estar atingida. Vale lembrar, que no local não é aceito cartão como meio de pagamento, então lembre-se de sacar e levar um pouco de dinheiro em espécie (entrada, bebidas e lembrancinhas).

Na entrada você pode optar por uma das três opções de trilhas*: curta, média e longa, e nesse momento recebe uma pulseirinha com a cor da trilha e um número de controle.
*Durante a pandemia a opção de trilha média está suspensa.

Como minha ideia era aproveitar o máximo optei pela longa, que é um percurso de 4,5km aproximadamente, entre cerca de 30 poços e cachoeiras e com parada para banho em 5 delas.

Para aproveitar melhor, há um limite de pessoas em cada grupo, que parte de forma intercalada e o chamado ocorre pela numeração na pulseira.

Para intercalar, um grupo inicia a trilha pela sede, retornando o caminho no pau de arara, e o outro grupo inicia o trecho no pau de arara e retorna a trilha até a sede. O meu grupo iniciou pelo “final da trilha”, então saímos do estacionamento num pau de arara, e o motorista nos deixou no final.

Trilha Longa – Chapada Imperial

A decida foi de aproximadamente uns 10 ou 15 minutos e avistamos a primeira cachoeira, mas a primeira parada ainda era um pouco mais abaixo, para respeitar a ordem dos grupos.

Iniciamos então pela Cachoeira Rainha, essa cachoeira tem uma parte de pedras e em seguida já tem 4m de profundidade. É linda, mas igualmente gelada. Não me importo com agua gelada, mas ao entrar senti a pele queimando de tão gelada e depois começou uma leve ardência. Saí para dar uma esquentada no sol, mas não resisti e tive que retornar para mais um banho.

Caso saiba nadar, é possível atravessar o poço até a queda da cachoeira onde há pedras para descansar, meditar ou apenas contemplar.

A próxima parada foi a cachoeira que havíamos avistado antes, a Cachoeira Imperial. Ela tem fundo de areia, bem gostosa para brincar, sendo a maior parte rasa. Para chegar debaixo da queda, é necessário saber nadar, já que há um trecho que não dá pé.

Durante todo o trajeto somos acompanhados por córregos d’água, pequenos rios, poços e alguma quedas. Dependendo do sentido que está fazendo a trilha, há subidas ou descidas bem íngremes, já que durante toda a trilha há uma inclinação de 400m.

Para ajudar, no percurso há corrimãos e escadas, o que dão um pouco de segurança para quem não está muito acostumado.

Essas fotos, foram durante o período de seca, então dá para perceber que a água está bem cristalina. No período de chuvas também é possível aproveitar bastante o local, entretanto se tiver chovido bastante pode ser que fique um pouco mais escura ou turva.

A Cachoeira do Buriti, é ótima para quem quer se arriscar debaixo da queda d’água mas não sabe nadar, já que onde a agua cai é bem raso e o poço ao lado não é muito profundo.

Em meio à trilha, se destacam as cores vívidas do cerrado, presentes nas pequenas flores e no cajuzinho do cerrado, que por sinal é uma delícia! Basta balançar a árvore e aproveitar os frutos maduros que caem.

Ao final da trilha, retornarmos para a sede, onde é servido o almoço. A comida é sem frescura, porém muito saborosa e a vontade.

Após o almoço foi possível andar um pouco pelo locar, admirar e brincar um pouco com essas aves incríveis e super simpáticas!

Na Chapada Imperial, ainda há o trabalho de preservação desses animais, recebendo araras apreendidas pelo Ibama e fazendo a reabilitação para devolvê-las ao habitat natural.

Dicas:

Sempre que for fazer trilha não se esqueça de levar uma mochila de ataque, óculos de sol, protetor solar, repelente, chápeu/boné, lanchinho de trilha e principalmente água.

Procure saber se está indo em época de seca ou de chuvas, o que pode interferir na paisagem, deixando as águas mais cristalinas ou turvas, e se há risco de tromba d’água.

Use a hashtag #mahpromundo e tenha sua foto compartilhada lá no Instagram! 😉

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