Joanesburgo ou como pode ser carinhosamente chamada, Jo’burg, é uma cidade do tipo ame ou odeie.

Tem um caos como de São Paulo, centro sujo e bagunçado, cidade com fama violenta, mas, só conhecemos boas pessoas e que nos ajudaram bastante pelo caminho.

Por volta das 10h, chegamos no hostel, conhecemos uns brazucas e decidimos juntos sair para desbravar a cidade. Fizemos um rápido passeio por Soweto (South Western Township), mas tem a opção de ficar uma noite em um hostel por lá, onde se pode fazer um passeio de bike pela região, e com almoço incluso, por 580 rands, e no dia seguinte ir pra Jo’burg.

Em Soweto, visitamos a casa do Mandela (a casa é pequena, bem simples, com títulos do mundo todo, alguns objetos pessoais, porém não muito mais que isso). Aproveitamos para almoçar na região.

Mandela House Museum
Mandela House Museum

Fomos também à Orlando Tower, duas torres de aproximadamente 100m de altura, e que por 80 rands você pode subir até o topo por meio de um elevador. Há também quem salte de lá de bungee jump (nas segundas feiras é fechado para salto).

Orlando Towers
Vista do elevador para o topo da Orlando Towers

Ainda no mesmo dia, tentando chegar ao Apartheid Museum, fomos “desovados” pelo motorista da van, numa espécie de rodoviária, onde saiam vans para vários lugares, inclusive Etiópia, Zimbabwe, Namíbia entre outros países.

Ainda é muito forte no país a separação entre brancos e negros, e enquanto estávamos neste local, percebemos que todos nos olhavam, até nos darmos conta de que éramos os únicos 5 brancos no local. É uma sensação realmente muito estranha.

“Rodoviária” em Diepkloof

Como houve uma promoção de uma companhia aérea, para incentivar o destino, chegamos a encontrar no mesmo hostel cerca de 20 brasileiros em um dia.

Na primeira noite fomos em 8 brasileiros num restaurante bem próximo ao hostel, o Tapa Tapa, onde a comida era muito boa e preço justo.

Na manhã seguinte, fomos ao Apartheid Museum, onde os tickets de entrada são separados em WHITES e NON-WHITES, assim como a entrada, uma forma de viver a experiência da segregação.

Apartheid Museum
Apartheid Museum

É um museu incrível, que vale muito a pena a visitação. Uma experiência muito forte e retrata sobre a vida de alguém, que, mesmo após 27 anos de prisão, consegue perdoar e com anseio de buscar o melhor para todos independente da cor de sua pele.

Em seguida fomos ao Mandela Square que é um ponto turístico, com uma estátua do Mandela e com um shopping. De turístico mesmo só a estátua, não há muito o que se visitar, apenas se tiver interesse em compras ou bons restaurantes, por ser uma área comercial bem grande.

Seguimos para o Carlton Centre, também conhecido como “Top of Africa”, um prédio com aproximadamente 150m de altura, e que foi por muito tempo o prédio mais alto da cidade. Dali a vista é incrível, uma visão panorâmica de 360° de toda a cidade e com um admirável pôr do sol. Para subir, é necessário desembolsar R 15,00, mas a visão compensa.

Vista do Top of Africa – Carlton Centre

Chegando ao hostel, encontramos mais brasileiros, e adivinhem só? Acabou em festa!

Mesmo sem entender se amei ou odiei, é uma cidade que vale a pena conhecer.

Hostel

Curiosity (atendimento incrível de todo staff, super atenciosos e amigáveis, nos ajudaram na reserva de carro, e ainda aprenderam algumas palavras em português, assim como tentaram ensinar alguns dialetos).
Quanto: R 220,00 (rands) a diária, no hostel há ainda jantar comunitário, onde basta dar o nome e por R 50,00 come a vontade.

Aparthaid Museum

O valor da entrada é de R 65,00, e é fechado às segundas.

Se estiver em uma galera, pelo Uber é possível solicitar o Uber Van que comporta entre 7 e 8 pessoas, acaba sendo uma opção econômica e rápida para transporte.

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