Já pensou em se jogar do maior Bungee Jump de ponte do Mundo? (Bloukrans Bridge)

Já pensou em se jogar do maior Bungee Jump de ponte do Mundo? (Bloukrans Bridge)

Na África do Sul, em meio à tradicional Garden Route, está o Tsitsikamma National Park. Entre as atrações do parque estão o Storm River e suas trilhas, a Big Tree, rafiting, a ponte suspensa e a famosa Bloukrans Bridge.

A Bloukrans Bridge não é uma ponte qualquer. Quem passa por ela, sentido a Plettemberg Bay, pode avistar à sua direita um visual incrível entre montanhas, e à esquerda, sem poder distinguir o que é céu e o que é mar, é possível avistar parte do oceano índico.

Vista de cima da Bloukrans Bridge

Passando sobre a ponte, é impossível imaginar o que acontece logo ali em baixo. Com 216 metros de altura, é considerada a maior ponte de Bungee Jump do mundo. E além disso, possui vários recordes.

Outras operações de Bungee Jump no mundo

Para ser sincera, não estava no meu planos parar ali e muitos menos realizar o salto, mas durante toda a viagem, fui encorajada por diversas pessoas, em diferentes momentos a saltar daquela ponte.

Como a curiosidade foi grande e às 18h a ponte já estava fechada, dormimos me Plettemberg Bay e no sábado pela manhã, fui ver a ponte de perto enquanto tomava o café da manhã no restaurante que há ao lado da ponte. Plett, é uma atração à parte, uma cidade litoranea, com cerca de 29mil habitantes, utilizada como base na Garden Route.

Fim de tarde em Plettemberg Bay

Chegando, não consegui fazer outra coisa se não admirar a arquitetura e as pessoas que tinham a coragem de se jogar dali. No mirante que estava, mal dava para ver os saltos, de tão pequena que a pessoa ficava comparada à grandiosidade da ponte, e claro, nem comi.

Como brasileiro tem em todo lugar, encontramos ali, um grupo de brasileiros que estavam no mesmo hostel em que ficamos, e em conversa, um deles me desafiou; e meio que sem querer, na mistura de brincadeira e impulso, resolvi saltar.

É necessário fazer um cadastro, preencher uma ficha, pagar e se pesar. Na mão eles anotam em pincel atômico seu peso e número de cadastro pra organizar os saltos.

Em seguida, fui para um outro posto, onde é colocado o primeiro equipamento de segurança e esperamos o grupo todo se reunir. Dali, seguimos em direção à ponte.

Equipados, antes de seguir para a ponte

Ao cruzar o portão e saber que não teria volta, meu coração disparou e o nervosismo já se iniciou. Descemos por uma trilha, e ao final dela o instrutor nos perguntou se alguém gostaria de desistir e explicou como seria nosso salto.

Seguimos então por uma passarela suspensa e estreita (há quem diga que teve mais medo de cruzar a passarela do que de saltar). Além de estreita, o material do chão era flexível e vazado, o que deixou o caminho bem tenso, apesar da linda vista dali.

Ao chegar no meio da ponte, local que era realizado o salto, havia uma cabine com DJ e tocava um sol bem alto, pra ajudar a controlar a ansiedade.

Minhas mãos nunca suaram tanto na minha vida toda.Fui a terceira a saltar, e a primeira do grupo de brasileiros. Pensei mil vezes em desistir, mas me concentrava na música.

Fui chamada por um dos instrutores, que pediu que ficasse descalça e colocou em minhas canelas uma proteção, como uma caneleira. Pediu que sentasse do outro lado, e enquanto alguém saltava, amarrava minhas pernas.

Com as pernas amarradas, já não era possível caminhar. Ele me ajudou a ficar de pé e aos pulos e pequenos passos, com os braços apoiados nas costas dos dois instrutores, fui em direção à beira da ponte. Foi tudo muito rápido.

Uma sensação estranha de vontade de desistir e saber que mais nada poderia ser feito tomou conta de mim. A adrenalina estava a mil! Respirei fundo, dei um sorriso amarelo e um tchau para câmera (pensei que talvez essa seria a última imagem minha viva, então tentei parecer tranquila, rs). Quando coloquei os dedos dos pés rente à ponte, percebi o que estava de fato prestes a fazer.

Conforme instruída, tentei contemplar a paisagem, enquanto abria os braços. Senti que os dois homens me soltavam, ao mesmo tempo em que ouvia “ 3, 2, 1… JUMP!” Tudo aconteceu no automático e não podia raciocinar, o que nunca me imaginei fazendo na vida, fazia naquele momento.

Ao ver que nada mais me segurava, me atirei de uma ponte a 216 metros de altura. Milhões de pensamentos e sensações passaram por mim naqueles poucos segundos que pude eternizar na memória.

É sem dúvidas uma sensação indescritível! Me senti livre, e por alguns segundos despenquei em queda livre. Senti a resistência do ar contra meu corpo e mesmo sabendo que era seguro, não pude deixar de me imaginar espatifando no chão lá em baixo. Por um segundo pensei em desistir e em quão louca estava sendo fazendo aquilo, mas não tinha volta.

Em silêncio, com um turbilhão em minha cabeça, curtia a linda paisagem, até sentir que estava presa a alguma coisa. Não senti o tranco do elástico, como imaginei que seria, e ao saber que não morreria naquele dia, soltei um grito longo, misto de alegria e alívio.

Enquanto aguardava o resgate, sentia meus pés escorregando, e naturalmente tentei fazer uma alavanca com os pés, como se isso fizesse toda a diferença do mundo. Já estava preparada para isso, pois várias pessoas que já haviam saltado, comentaram ter sentido a mesma sensação, concluí que era uma coisa normal.

A vista no retorno foi incrível, assim como a sensação pós salto.

Nem por um minuto se quer, me arrependi de ter saltado, e agora sei que foi uma das coisas mais insanas, impulsivas e sensacionais que fiz na vida.

Se estiver por lá, não perca a oportunidade. Salte! Irá amar!

Operadora

Face Adrenalin

Quanto

Em 2017 o salto na hora era 950 rands e agendando pelo site o valor era de 900 rands. O segundo salto do dia, havia um desconto saindo por 700 rands. Há a opção de adquirir as fotos e vídeos feitos por eles por mais 400 rands

Hoje, agendando pelo site o valor do salto é de 1.350 rands. Caso queira fazer apenas a caminhada pela ponte até o local do salto, o valor é de 150 rands.

Dicas

Alimentação: Como são “movimentos bruscos” e muita adrenalina, optei por saltar de estômago vazio para não passar mal, e deixei o café da manhã para depois do salto, no restaurante do local. Após o salto vale a pena até tomar aquele chopp para comemorar!

Reserva: É possível fazer o salto sem reserva, porém é recomendado caso esteja em alta temporada, ou queira se programar melhor, definindo o horário do salto. A reserva pode ser feita pelo site da operadora.

Seguro Viagem: Se você pretende fazer uma viagem para praticar esportes e desfrutar de novas experiências como safaris, surf ou correr maratonas pelo mundo, fique de olho na cobertura que o seguro viagem oferece. É importante realizar uma comparação detalhada pois nem todos os planos possuem cobertura em caso de acidente durante o esporte, e alguns planos possuem limites baixos de cobertura para este tipo de evento. Aqui você pode fazer esta comparação, e ainda fechar com 5% de desconto.

Texto de autoria própria, publicado anteriormente em Nina Ferreira.

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2 comentários em “Já pensou em se jogar do maior Bungee Jump de ponte do Mundo? (Bloukrans Bridge)”

  1. A sua matéria é espetacular, objetiva e esclarecedora. Enquanto lia, fiquei imaginando td a sua angústia ao pensar no salto, confesso que senti a mesma coisa. Mas vc se entregou ao desconhecido, foi corajosa e transmitiu isso tb. Parabéns… pra quem tem medo de altura, só mesmo lendo sua experiência e vendo essas fotos lindas!!

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